A energia sexual é poderosa e exige cuidados: pode fazer tanto bem como mal para o nosso campo energético, nossa órbita pessoal.
Na clássica questão religiosa, somos ensinados que a única função do sexo é a procriação. É evidente que não, pois a maior função do sexo é alimentar nossa sede de união, de afetividade sadia, de sermos incondicionalmente aceitos pelo outro por quem ansiamos.
A sensação única sentida por essa experiência preenche nosso ser de uma forma tão profunda que a partir daí nos sentimos uma nova pessoa, revelada pelo afeto recebido. Nos sentimos seguros e auto-confiantes, porque nos sentimos de fato aceitos, que é uma necessidade básica de todos os corações. Essa experiência, quando autêntica, tem o poder de nos transformar.
Creio ser essa experiência a chave para amadurecermos nossa emoção a ponto de nossas águas (temos 2/3 de água em nosso corpo, que correspondem ao nosso corpo emocional) tornarem-se estáveis, nos colocando em um novo patamar de compreensão e felicidade humanas.
Para incorporarmos essa virtude em nossa personalidade, o que conta não é a quantidade de relações, mas a qualidade desses momentos tão intensos que vivemos.
Sem a presença do clima, uma vibração que envolve os amantes em uma aura forte e luminosa e os coloca em uma espécie de redoma energética, não há possibilidade desse estado ser atingido.
O clima para ser forte não pode atingir apenas nosso corpo físico (o último a reagir, na verdade) e inicia-se com a admiração pela personalidade da pessoa amada, em um nível que vai além do que nossos olhos humanos podem perceber. Essa admiração se intensifica através dos olhares e das palavras, principalmente as que não são ditas, que estão no ar… Tudo é magia quando se atinge esse estado.
Se aguardássemos esse sinal, o surgimento do clima, para entrarmos de fato em uma relação sexual, evitaríamos a banalização de uma força poderosa, que exige conhecimento e a devida reverência para manifestar-se. Essa reverência também é a admiração pelo parceiro(a) e sem isso, o sexo pelo sexo apenas vampiriza nossas energias pessoais.
Sexo com admiração e reverência transforma-se em comunhão e alimenta nossos quatro corpos: espiritual, emocional, mental e físico. Pode por isso nos fazer conhecer o Amor Cósmico, a vibração que envolve os astros e as estrelas do céu.
Na verdade, nosso amado planeta Terra também está no céu, portanto também podemos, se quisermos, nos harmonizar com essa suave e deliciosa vibração. O sexo banalizado nos enfraquece.
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Stela Vecchi
Consultora de Feng Shui e escritora
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