A saga do castelo Quando falei com a noiva, expliquei sobre uma idéia da minha mãe. E não era sequer uma proposta ainda. Disse que se ela considerasse a idéia boa, e só SE, então eu iria falar com a mama novamente, saber se isso poderia deixar de ser apenas uma idéia. A noiva achou que sim, a idéia devia ser analisada. Então voltei ao assunto, minha mãe tomou até um susto. Jamais achou que eu ou a noiva pudéssemos nos interessar pela casa dela, principalmente devido ao seu estado atual.
Como podem ver, o troço pegou todos de calças curtas. A mama precisava pensar se realmente estava interessada em trocar a casa por um apartamento novo, e nós precisávamos pensar se essa era realmente uma boa idéia.
Minha mãe tem dado muita força para o casório desde o início. Além do apoio moral, ela já investiu uma boa grana e pelo que tenho conseguido perceber, até agora, ela nem sequer notou o quanto já gastou. Mamãe tem sido fundamental, ajudinhas de ouro! Acho que por estar embuída desse espírito, não pensou muito e já começou a falar sobre o lado prático da coisa, como seria, o que precisaria ser feito. Quando falei sobre as idéias da noiva para a possível futura reforma, ela imediatamente se prontificou a arcar com parte dos gastos.
A idéia, a proposta, a coisa toda... começava a tomar forma. Começamos a botar na balança as vantagens que teríamos em morar em uma casa térrea. Assim como todas as desvantagens também e óbvio, começamos a pesar todas as vantagens de morar em um apartamento assim como as desvantagens.
Pensamos de coisas práticas como a sujeira e as despesas com manutenção até coisas mais "lúdicas" como o churrasco de fim de semana com os amigos. Há uma série de coisas que precisam ser levadas em conta, inclusive o dinheiro que deixaremos de gastar ou que gastaremos a mais, seja a decisão qual for.
Eu fiz questão de destacar o "inclusive" ali atrás porque o dinheiro definitivamente não é tudo e nem o principal nessa história. Existem aspectos emocionais e práticos tão ou mais importantes que o financeiro envolvidos nessa decisão. O que estou tentando dizer é que decidir entre ficar no apartamento que compramos quando decidimos casar ou com a casa em que moro hoje, e que é da minha mãe, é uma decisão que não é somente prática.
O gosto, o desejo, nos faz pender para morar em uma casa térrea. Mas claro, a casa precisa estar em condições bacanas. Para que comecemos a vida a dois com o pé direito. Há problemas de infra-estrutura na casa no momento. O apartamento é novo e só precisa de piso. Esse é o lado prático da decisão. O apartamento está sendo desejado desde que foi comprado. Vimos o seu nascimento e esperamos ansiosos o seu amadurecimento. De certa forma e sem medo de exagerar, foi como acompanhar o surgimento de uma vida. Comemoramos quando só faltava o acabamento. Agora ele está para ser entregue. O prazo era maio desse ano. Até chuveiro nervosão o apartamento tem! Esperamos, idealizamos e desejamos o apartamento. Esse é o lado sentimental da decisão. Ricardo Valeriano, noivo, São Paulo - SP |