A paixão
Na coluna do mês passado, levantamos a questão do tempo de relacionamento e com isso fomos levados a questionar um pouco sobre a paixão. Mas o que é paixão? Como descrevê-la? Seria melhor casar-se enquanto apaixonados ou esperar um pouco? É possível controlar seus impulsos apaixonados e ainda assim tomar decisões racionais?
Diante destas questões lembrei-me de uma historinha muito interessante, que compartilho agora com vocês para que tirem suas próprias conclusões. Na próxima coluna contarei um pouco mais sobre a paixão e aí veremos se suas conclusões foram de uma pessoa “apaixonada” ou não, ok?
“A Loucura convidou seus amigos para tomar um chá em sua casa. Todos os convidados foram. Após tomarem o chá, a Loucura propôs:
- Vamos brincar de esconde-esconde?
- Esconde-esconde? O que é isso? - perguntou a Curiosidade.
- É uma brincadeira. Eu conto até 100 enquanto vocês se escondem. Quando eu terminar, vou procurá-los. Depois o primeiro a ser encontrado é quem vai contar.
Todos aceitaram, menos a Preguiça e o Medo.
- Um, dois, três... - a Loucura começou a contar.
A Pressa se escondeu primeiro, em um lugar qualquer. A Timidez, retraída como sempre, escondeu-se na copa de uma árvore. A Alegria correu para o meio do jardim. Já a Tristeza começou a chorar, pois não achava um lugar para se esconder. A Inveja acompanhou o Triunfo e se escondeu debaixo de uma pedra. A Loucura continuava contando e os seus amigos iam se escondendo. O Desespero ficou desesperado ao ver que a Loucura já estava no 99.
- Pronto! Vou começar a procurar! - gritou a Loucura.
A primeira a aparecer foi a Curiosidade, pois não agüentava mais, querendo saber quem seria o próximo a contar.
Ao olhar para o lado, a Loucura viu a Dúvida em cima de uma cerca, sem saber em qual dos lados se esconderia. E assim foi aparecendo a Alegria, a Tristeza, a Timidez...
Quando todos estavam reunidos, a Curiosidade perguntou:
- Onde está o Amor?
Ninguém tinha visto o Amor. A Loucura começou a procurá-lo. Procurou nas montanhas, nos rios, debaixo das pedras e nada do Amor aparecer. Procurando por todos os lados, a Loucura viu uma roseira, pegou um raminho e começou a procurar entre os galhos, quando de repente ouviu um grito.
Era o Amor! Era o Amor gritando por ter furado os olhos com um espinho.
A Loucura não sabia o que fazer. Pediu desculpas, implorou pelo perdão do Amor e até prometeu seguir-lhe para sempre.
O Amor aceitou as desculpas. Hoje o Amor é cego e a Loucura sempre o acompanha!”
Boa sorte!
Um grande abraço,
Ariádni Fernandes
Psicóloga e Psicoterapeuta Cognitivista Comportamental
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