Quando um não quer, dois não brigam!!!
Não adianta, desentendimentos, discussões e briguinhas fazem parte de um relacionamento afetivo. Ninguém é igual a ninguém, portanto nossa educação, nossas crenças, nossos gostos e valores podem ser absolutamente distintos dos de nossos parceiros. E quando eles vem à tona é que nós somos levados a buscar um consenso.
Um grande indício de “sinal amarelo” na relação é a frequência com que estes desentendimentos surgem. Se as discussões entre o casal deixaram de ser apenas esporádicas e já chegaram a se tornar um hábito, estamos diante de uma relação afetiva absolutamente instável e sem equilíbrio. Nesses momentos existe uma grande probabilidade de deixarmos o respeito de lado e junto com ele o carinho, a amizade, a compreensão.
Mas como saber se vocês estão passando pelas crises naturais ou se vocês já estão passando dos limites? Às vezes, estamos tão envolvidos na situação que não conseguimos nos dar conta das reais circunstâncias. Então, se vocês também estão desconfiados de que suas briguinhas estão aparecendo mais do que gostariam façam a si mesmos as perguntas abaixo:
- Vocês discutem por pequenas coisas e não toleram a opinião um do outro?
- Sempre que se encontram ou se ligam precisam ter uma “conversa séria”?
- Vocês precisam se desculpar um com o outro com muita freqüência ultimamente?
- No meio da discussão já nem se lembram mais porque ela começou?
- Na maioria das vezes vocês se arrependem do que disseram durante a discussão?
- A maioria das conversas de vocês acaba em gritos ou choradeira?
- As pessoas que convivem com vocês já nem se abalam mais ao verem vocês brigando?
- Querer, exigir e cobrar são muito freqüentes nos diálogos de vocês?
- Vocês implicam, fazem cara feia e ficam mal-humorados com quase tudo quando estão juntos?
- Os carinhos, beijos, abraços e a relação sexual começaram a ter o significado de “fazer as pazes”?
Pois é, se suas respostas foram em grande parte afirmativas, chegou a hora de PARAR e buscar outro rumo para essa relação. Uma forma de fazer isso é revendo suas atitudes durante as discussões. Será que você não tem sido impaciente demais, e por diversas vezes apenas fala e nunca escuta? Quantas vezes você não interpretou uma frase dentro de um contexto que só existia na sua cabeça, levando tudo a um terrivel mal entendido? Será que realmente só você, e sempre você, é a vítima? Senhor(a) da verdade?
É muito mais fácil jogarmos a culpa do “fracasso” nas costas dos outros para não termos de entrar em contato com nossas próprias dificuldades. Mas lembrem sempre que uma relação só terá sucesso se ambas as partes envolvidas assim o quiserem, afinal, “quando um não quer, dois não brigam”.
Ariádni Fernandes
Psicóloga e Psicoterapeuta Cognitivista Comportamental
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