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| Escrito por Ariádni Fernandes | |
| Seg, 02 de junho de 2008 00:00 | |
Eros
A paixão dura aproximadamente de um a dois anos no máximo. Isso porque o nosso próprio organismo não agüenta os efeitos da dela por muito mais tempo. Quando o prazo de validade da paixão começa a expirar, normalmente os enamorados começam a passar por uma série de conflitos internos e externos. Começam a se questionar o porquê daquela mudança, se estão mesmo envolvidos ou apenas acomodados, se sentem falta da pessoa ou se já estão acostumados com a presença dela e uma série de outras dúvidas que surgem principalmente pelo fato de não existir mais aquela “loucura cega”; aquele sentimento alucinado e imediatista onde parecia que o mundo poderia acabar em instantes. A única saída é aproveitar ao máximo seu tão precioso “ser amado”. Enfim, diante de todos estes questionamentos dois caminhos se apresentam: “acabou” e “virou amor”. Pois é, o amor quando chega não vem com todo furor da paixão, muitas vezes ele pode nascer silencioso e ir tomando espaço com o passar do tempo. Ele se apresenta e entra sem pedir licença, mas com tamanha delicadeza que você até mesmo esquece que não o convidou e chega a agradecer pela sua chegada. Alguns teóricos chegam até mesmo a classificar o amor. Esta classificação por vezes extremamente didática nos ajuda bastante a entender melhor aquilo que sentimos e vivemos, portanto vamos a ela: Ágape, Storge, Ludos, Mania, Pragma e Eros. Dentro desta classificação podemos considerar Eros como um amor apaixonado, aquele que envolve grande atração física e um desejo sexual intenso, com uma necessidade enorme de ser correspondido. É intenso e sedutor. Vivaz e egoísta. Ciumento e egocêntrico, mas absolutamente fascinante. E então, conseguiu se identificar? Não? Então aguarde o próximo artigo, onde falaremos de Ágape... Quem sabe! Um grande abraço.
Ariádni Fernandes
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