Vamos entender primeiro qual o significado geral dessa palavra. Segundo nosso famoso dicionário Aurélio, "é uma união solene entre duas pessoas de sexos diferentes, com legitimação religiosa e ou civil; núpcias". Vamos tentar entender melhor o significado desse grande passo na vida de cada uma das duas pessoas envolvidas no enlace, seja de sexos diferentes ou não (levando em conta que já existe a união religiosa em alguns casos de parcerias do mesmo sexo).
Existem sonhos, desejos, romantismo e muitas expectativas de ambas as partes. Quando um casal decide ficar junto naquele momento espera-se que a decisão seja clara, consciente e que seja objetivo dos dois viverem juntos.
Para que a parceria seja funcional e saudável é preciso que haja o desejo de compartilhar, dividir e somar. Sendo assim, o companheirismo, cumplicidade e a confiança são essenciais desde esse momento.
Costumo brincar com meus pacientes dizendo a eles que a primeira coisa que precisam aprender é saber que nenhum dos dois tem bola de cristal, não fique esperando ou achando que conhece o suficiente o outro para saber o que ele deseja ou precisa. Isso não passa de uma fantasia.
Precisamos ter clareza que só vamos saber o que o outro deseja ou sente se ele mesmo falar, o resto é pura imaginação. Isso parece besteira, mas costuma atrapalhar bastante os relacionamentos. Não delegue responsabilidades ou necessidades suas ao outro.
O viver a dois tende a ser prazeroso a partir do momento que se percebe o outro diferente de si, mesmo assim, gosta, confia, entende e principalmente respeita essa diferença.
Sendo assim, viva, ame, se envolva, se entregue e saiba ser feliz.
Cida Lessa
Psicóloga e psicanalista
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