Imprimir
Escrito por Ariádni Fernandes   
Ter, 01 de julho de 2008 00:00

Falta de romantismo

Antes de continuarmos nossa saga em busca dos tipos de amor, gostaria de compartilhar com vocês um e-mail que recebi. Tenho certeza de que a dúvida dela também está presente em muitos outros relacionamentos, então aproveitem a viagem!

"Boa tarde!
Gostaria de ajuda. Tenho um relacionamento há 7 anos, sendo que quando estávamos com 8 meses de namoro fiquei grávida. Desde então, passamos a morar juntos na casa da minha mãe. Faz um ano que moramos sozinhos, nos fundos da casa da minha sogra. O que acontece é que desde que nossa filha nasceu nosso relacionamento esfriou, tudo gira em volta dela. Quando estamos sós não nos aproximamos muito, não tem mais aquele clima legal, não temos aquele romantismo do início. O que eu posso fazer para mudar isso????
Obrigada!!!! M.E."

Querida, diante da sua situação alguns pontos precisam ser avaliados. Vamos a eles. O fato de sempre morarem tão próximos de seus familiares, pode sugerir que vocês ainda não romperam definitivamente o “cordão umbilical” e isso faz com que esse relacionamento permita inúmeras interferências. Sabe aquele assunto que quando surge todo mundo se acha no direito de dar palpite, conselho, sugestão? Pois é, observe se o seu relacionamento não é “este assunto”. Se for o caso, comecem a decidir e resolver as coisas por vocês mesmos. Sei que a opinião dos pais de ambos pode trazer um pouco mais de conforto e confiança, mas lembrem-se de que vocês agora assumiram outros papéis: os papéis de pai e mãe, marido e esposa, e não mais de filhos. Leve em consideração o conselho da vovó: “Em briga de marido e mulher, ninguém mete a colher”. Mas cá entre nós, desde que o marido e a mulher não permitam, certo?!

Se este não é o caso de vocês, ótimo! Vamos ao segundo ponto: virei mamãe!!! Pois é, essa fase é linda, maravilhosa, inigualável... para a mãe e o bebê! Isso mesmo, não é raro o papai ficar “de lado, um pouquinho excluído” dessa relação. É o que nós chamamos de relação simbiótica entre mãe e filho, não tem espaço para mais ninguém... risos.

Quando você diz que tudo passou a girar ao redor de sua filha, é bem compreensível, mas pelos meus cálculos ela já tem por volta de 5 anos, não é? Será que já não está na hora de deixar o papel de mãe um pouco mais delimitado e voltar a assumir também o papel de mulher? Preste bem atenção se por acaso você também não está colaborando para que a relação de vocês tenha esfriado. Qual foi a última vez que você comprou um lingerie bem sexy, só pensando em qual seria a reação dele? Quando foi o último jantar romântico que você preparou com um bom vinho? Há quanto tempo você não insinua, provoca, seduz o seu marido? Lembre-se que nem tudo precisa necessariamente acabar em sexo, para que seu objetivo seja atingido, às vezes o jogo da sedução é muito mais instigante do que uma relação sexual para “cumprir tabela”.

Enfim querida, tire seu poder de fogo da gaveta, limpe seu caderninho de estratégias de sedução, jogue pétalas de rosas vermelhas na cama, coloque uma roupa sensual, escolha um perfume da época em que vocês se conheceram, capriche no cabelo e na maquiagem, prepare um jantar agradável com um bom vinho, acenda as velas, resgate o CD da época do namoro e... VIVA INTENSAMENTE SEU AMOR!!!!!

Só não se esqueça de deixar a filhota passar o final de semana na casa da vovó, aproveite que é pertinho, usufrua do lado bom de morar perto da sogra... risos.

Fico por aqui e torcendo muito por você!

Abraço,

 

Ariádni Fernandes
Psicóloga e Psicoterapeuta Cognitivista Comportamental
Este endereço de e-mail está protegido contra SpamBots. Você precisa ter o JavaScript habilitado para vê-lo.
www.ariadnifernandes.com.br



Dúvidas e sugestões podem ser enviadas para o e-mail Este endereço de e-mail está protegido contra SpamBots. Você precisa ter o JavaScript habilitado para vê-lo. .