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Quarta,
10 de Março
de 2010.
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Filhos de outros casamentos

Após tanta procura você finalmente encontra seu amor. Tudo parece perfeito. É a pessoa que você sempre idealizou. O único detalhe é que o pacote veio com um item a mais: filhos! A princípio pode até ser considerado como um “brinde”, um extra que veio de presente para tornar sua vida ainda mais intensa e cheia de novas perspectivas.

Porém, junto com os filhos, não vem um manual de instruções dizendo como lidar com esta situação. Até onde você pode ir, ou ainda em que momento você deve abster-se de dar sua opinião. É muito difícil saber encontrar os seus limites e seus direitos. Definir o seu papel dentro dessa relação não é nada fácil.

O primeiro impulso é “Preciso conquistar essas crianças” ou “Elas precisam gostar de mim”. Esse impulso pode ser extremamente perigoso, porque pode te levar a querer assumir o papel de noiva(o) legal. Aquela(e) que faz absolutamente tudo que os pequenos desejam apenas no intuito de conquistá-los, não importa o quanto isso vá contra suas próprias vontades.

O que normalmente esquecemos é que crianças também podem ser manipuladoras, verdadeiros tiraninhos. Elas podem adorar essa pessoa fazendo de tudo por elas, mas isso não significa que elas aceitariam dividir seu pai (mãe) com você. Não adianta você tentar ser alguém que não é. O melhor nessas situações é você agir com total naturalidade. Você é a pessoa madura da relação. Saiba que por ciúmes somos capazes de inúmeras coisas, mesmo sendo adultos e maduros, imagine então crianças.

Outro erro fatal é entrar em guerra. Travar um combate com os pequenos. Quanto mais eles trazem a presença da(o) ex, mais você tenta mostrar o quanto é melhor. Mais e mais eles trazem as boas recordações e você numa busca frenética tenta mostrar o quanto faz o pai (mãe) delas mais feliz hoje. Saiba, elas não estão nem um pouco interessadas na felicidade do pai (mãe). Elas estão interessadas é em atingir a felicidade delas. E nessas cabecinhas a felicidade significa: papai e mamãe novamente juntos! Você = intruso, fora!

Claro que cada caso é um caso. Pode acontecer de rolar uma afinidade maravilhosa e tudo fluir como você jamais poderia imaginar. Mas, se não for esse o caso, a melhor medida é ter sempre em mente que você não pode regredir e colocar-se no mesmo patamar de maturidade dos filhos. Tenha flexibilidade e saiba o que você leva e o que você deixa no lixo dessa convivência. Pegue para você apenas aquilo que lhe acrescente e ignore aquilo que lhe atrapalha. Vença pelo cansaço, essa é uma das melhores estratégias.

Boa sorte!
Um grande abraço,

Ariádni Fernandes
Psicóloga e Psicoterapeuta
Cognitivista Comportamental
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http://www.ariadnifernandes.com.br

Dúvidas e sugestões podem ser enviadas para o e-mail Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. .

 

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