Tempo: aliado ou inimigo?
Qual a receita para um casamento feliz? Todos nós sabemos que não existe. Cada relação é única e cheia de particularidades, mas quando se trata de tempo de namoro todos tem um palpite para arriscar. Existem aqueles que defendem a teoria de que quanto mais conhecermos o nosso parceiro antes de tomarmos a decisão do “sim”, melhor! Portanto namore bastante, tenha um noivado longo, procure descobrir todos os defeitinhos secretos do outro, assim não se surpreenderá depois de casado.
Outros acham que quanto mais rápido melhor, assim não correm o risco de cair na rotina, no marasmo e acabar o interesse. Defendem que as descobertas são mais intensas pois são vivenciadas praticamente todas juntas e que a convivência fortalece os laços. Sem contar que sentem uma necessidade louca de estar dividindo o mesmo ar e os mesmos pensamentos 24 horas por dia.
E então, qual seria a melhor saída? Se formos analisar friamente ambos tem suas vantagens, mas também tem suas desvantagens. No caso de um período muito longo, podemos correr o risco de confundir comodismo com amor e no caso de um período muito curto, corremos o risco de achar que uma paixão certamente irá se tornar amor, o que nem sempre acontece.
O correto, na verdade, é conseguir detectar o momento do casal. Existem relacionamentos que se transformam em casamento após seis meses de convivência e duram a vida toda, como também existem os que duram só mais um ano. E quem é que nunca ouviu uma história do tipo: “Nossa, após 10 anos de noivado eles terminaram, com tudo pronto para o casamento! Que tristeza!”.
Na realidade cada um tem um ritmo de vida e cada casal tem o seu momento. A pressa é inimiga da perfeição, bem como o comodismo é inimigo da conclusão. Procurem não agir por impulso ao decidirem o momento de vocês. Tentem aliar a emoção e a razão, afinal, amor só enche barriga nove meses! Quanto maior a estabilidade material e emocional de vocês, maiores as chances de evitarem conflitos e conseqüentemente terem sucesso nessa nova fase das suas vidas.
Deixem os palpites de lado e decidam por si só. Sejam cada vez mais vocês mesmos e ignorem as pressões alheias, afinal de contas, vocês é que vão ter de conviver embaixo do mesmo teto. Escrevam o livro da história de vocês com a menor quantidade possível de co-autores. Não é fácil, mas também ninguém disse que seria, certo?
Boa sorte!
Um grande abraço,
Ariádni Fernandes
Psicóloga e Psicoterapeuta Cognitivista Comportamental
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